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Mineradora em expansão abre vagas em MG para técnicos, analistas, engenheiros e operadores

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Em retomada das operações após cinco anos de paralisação, a Samarco está expandindo sua atuação no complexo Germano, em Mariana, Minas Gerais, e mais uma vez está em busca de profissionais para o seu quadro de colaboradores.

Complexo Germano, em Mariana (MG) – Foto: Otávio Honorato/divulgação/Samarco

Neste mês de setembro, a mineradora anunciou vagas para profissionais com nível superior, médio e formação técnica, sendo algumas delas exclusivas para mulheres como forma de políticas afirmativas da empresa.

Vagas da Samarco

Veja a seguir os detalhes das vagas oferecidas:

Analista Infraestrutura – Exclusiva para Mulheres

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Setembro Amarelo

Atividades:

  • Atuar na gestão de Saúde, Segurança e Meio Ambiente das empresas contratadas;
  • Conduzir análises de ganhos de qualidade e econômicos;
  • Realizar o acompanhamento de SLA’s de contratos;
  • Elaborar escopos de contratação e critérios de medição;
  • Acompanhar a fase de contratação;
  • Propor melhorias aos processos;
  • Criar dispositivos para mitigar riscos de acidentes e incidentes;
  • Participar de auditorias internas e externas;
  • Atuar nos planos de mudança e planejamento físico e financeiro;
  • Criar espaços físicos inteligentes e humanizados, trazendo conforto e bem estar para os usuários.

Requisitos:

  • Superior completo em Engenharia Civil, Engenharia de Produção Civil, Arquitetura ou áreas afins;
  • Imprescindível experiência em humanização de áreas e/ou ambientes corporativos;
  • Disponibilidade para atuação presencial.

Local: Mariana (MG)

Engenheiro (a) Projetos – (Foco em Manutenção Civil)

Atividades:

  • Atuar na gestão de Saúde, Segurança e Meio Ambiente das empresas contratadas
  • Conduzir análises de ganhos de qualidade e econômicos;
  • Realizar o acompanhamento de SLA’s de contratos;
  • Elaborar escopos de contratação e critérios de medição;
  • Acompanhar a fase de contratação;
  • Propor melhorias aos processos;
  • Criar dispositivos para mitigar riscos de acidentes e incidentes;
  • Participar de auditorias internas e externas;
  • Atuar nos planos de mudança e planejamento físico e financeiro;
  • Propor inovações construtivas, métodos e materiais ágeis e duráveis;
  • Acompanhar e propor mudanças para ganhos de produtividade.

Requisitos:

  • Superior completo em Engenharia Civil, Engenharia de Produção Civil ou áreas afins;
  • Imprescindível experiência na área de manutenção e obras na Indústria/ Mineração;
  • Necessário experiência em gestão de contratos de construção civil;
  • Disponibilidade para atuação presencial.

Local: Mariana (MG)

Engenheira de Planejamento de Alimentação – Vaga Afirmativa – Exclusiva para Mulheres

Atividades:

  • Atuar na gestão de Saúde, Segurança e Meio Ambiente das empresas contratadas;
  • Realizar o acompanhamento de SLA’s de contratos;
  • Elaborar escopos de contrato, critérios de medição e acompanhar a fase de contratação de empresas;
  • Conduzir análises de ganhos de qualidade;
  • Propor melhorias aos processos;
  • Criar dispositivos para mitigar riscos de acidentes e incidentes;
  • Participar de auditorias internas e externas;
  • Atuar nos planos de mudança e planejamento físico e financeiro.

Requisitos:

  • Superior completo em Engenharia de Alimentos, Engenharia de Produção ou áreas afins;
  • Imprescindível experiência na área de alimentação na Indústria/ Mineração;
  • Disponibilidade para atuação presencial.

Local: Mariana (MG)

Técnico (a) de Manutenção

Requisitos

  • Formação: Curso Técnico completo em Mecânica ou Eletromecânica.
  • Experiência com manutenção de equipamentos de preparação e insumos.
  • Conhecimento Pacote Office.
  • Necessário CNH, categoria B.
  • Desejável: Inglês básico (Leitura); Conhecimento do Software AutoCAD e SAP.

Local: Anchieta (SP)

Operadora de Produção – Afirmativa Mulheres (Contratação Temporária Via Terceira) 

Profissional responsável pela operação, conservação, monitoramento, inspeção, ajustes e limpeza de sistemas de correias de equipamentos da Mina.

Requisitos:

  • Formação: Ensino médio completo;
  • Experiência com execução de atividades de operação, conservação e limpeza em ambiente industrial;
  • Conhecimento Pacote Office;
  • Necessário disponibilidade para trabalhar em escala de turno;
  • Desejável formação em curso Técnico em Mineração ou afins.

Local: Mariana (MG)

Técnica em Segurança do Trabalho – Vaga Afirmativa para Mulheres

Atividades:

A profissional será responsável por apoiar a gestão da Segurança do Trabalho, contribuindo no acompanhamento de processos, inspeções, realização de treinamentos, análise de incidentes e fornecimento de suporte técnico às equipes.

  • Auxiliar o engenheiro de segurança do trabalho na execução de suas atividades, atendendo às solicitações;
  • Auxiliar na implementação de soluções de inovação que contribuam para melhoria dos processos de segurança;
  • Inspecionar áreas, equipamentos e atividades;
  • Acompanhar, inserir e atualizar dados do sistema de gestão de segurança;
  • Participar e ministrar reuniões, palestras, campanhas e treinamentos;
  • Participar e realizar análise e investigação dos incidentes;
  • Assessorar tecnicamente e orientar os empregados;
  • Auxiliar na elaboração e revisão de procedimentos;
  • Acompanhar e analisar dados do sistema de gestão de segurança propondo ações para mitigação de riscos e prevenção de acidentes;
  • Acompanhar implementação das ações contidas nos programas legais.

Ver também

Shopee abre mais de 10 mil vagas em 20 estados; 964 oportunidades são para MG

Requisitos:

  • Ensino Médio Profissionalizante completo;
  • Curso Técnico em Segurança do Trabalho concluído;
  • Experiência consolidada na posição, em ambiente industrial;
  • Vivência anterior em rotina mista, compreendendo campo e escritório;
  • Experiência com controle de documentação, análises estatísticas e elaboração de materiais para apoio à alta gestão na tomada de decisão;
  • Conhecimento intermediário de Excel;
  • Inglês e Power BI serão considerados diferenciais.

Local: Anchieta (SP)

Engenheiro(a) de Segurança do Trabalho 

Detalhes da vaga:

O(A) profissional será responsável por garantir a gestão dos processos de Segurança do Trabalho de forma corporativa. Nas demandas da rotina, destacam-se como principais atividades:

  • Desenvolver as atividades técnicas de Segurança do Trabalho, balizado nos pilares de liderança, comportamento, inovação e sistema;
  • • Propor, desenvolver e implementar soluções de inovação que contribuam para melhoria dos processos de segurança;
  • Ser guardião do sistema para que esteja atualizado e disponível, deixando-o vivo na organização;
  • Dar suporte as áreas e realizar em conjunto análises de riscos, buscando mapear os perigos, riscos e controles para cada cenário;
  • Ser multiplicador de boas práticas e fortalecer a evolução da maturidade de segurança;
  • Inspecionar e/ou auditar áreas, equipamentos e atividades;
  • Acompanhar e analisar dados do sistema de gestão de segurança propondo ações para mitigação de riscos e prevenção de acidentes;
  • Elaborar, participar e ministrar reuniões, palestras, campanhas e treinamentos;
  • Participar e realizar análise e investigação dos incidentes;
  • Assessorar tecnicamente e orientar os empregados;
  • Acompanhar implementação das ações contidas nos programas legais.

Requisitos:

  • Pós-graduação no nível Especialização;
  • Ensino Superior Completo em Engenharia com Especialização em Segurança do Trabalho;
  • Experiência consolidada na posição, em ambiente industrial;
  • Vivência anterior em rotina mista, compreendendo campo e escritório;
  • Experiência com controle de documentação, análises estatísticas e elaboração de materiais para apoio à alta gestão na tomada de decisão;
  • CREA ativo;
  • Mandatório Excel intermediário;
  • Inglês e Power BI serão considerados diferenciais.

Local: Mariana (MG)

Como se candidatar

A inscrição de candidatos deve ser feita de forma on-line, pelo site trabalheconosco.vagas.com.br/samarco/oportunidades. Antes de tentar realizar a candidatura, é importante que o candidato se atente aos pré-requisitos e local da vaga desejada.

Além da remuneração mensal, a empresa oferece alguns benefícios, como assistência médica, assistência odontológica, auxílio-academia, cooperativa de crédito, Participação nos Lucros ou Resultados, previdência privada, entre outros.

Empresa em expansão

No final de agosto, a Samarco anunciou na imprensa que deve gerar mais de 4,1 mil vagas no Espírito Santo e em Minas Gerais nos próximos anos. O movimento faz parte do plano de expansão para atingir 100% da capacidade produtiva em 2028, após a retomada gradual das operações iniciada em 2020.

Segundo a mineradora, serão 400 postos diretos ligados à operação e cerca de 3.700 trabalhadores contratados no auge das obras. O “grosso” das contratações está previsto para começar entre o fim de 2025 e o segundo semestre de 2026, período em que a companhia espera mobilizar a maior parte da mão de obra.

Número de trabalhadores por aplicativos cresce 170% em 10 anos, diz BC

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O número de pessoas trabalhando em aplicativos de transporte e de entrega aumenta a cada ano no Brasil. Entre 2015 e 2025, enquanto a população ocupada no país cresceu cerca de 10%, o número de trabalhadores por aplicativos aumentou 170%, passando de cerca de 770 mil para 2,1 milhões.

O Banco Central apresentou, nesta quinta-feira (25), cálculos que tentam descrever o impacto dos aplicativos no mercado e trabalho no Brasil, imaginando cenários com e sem as plataformas. A análise está no Relatório de Política Monetária referente ao terceiro trimestre de 2025. Os resultados sugerem que esse fenômeno do uso dos aplicativos teve impacto na taxa de participação na força de trabalho, no nível de ocupação e também na taxa de desocupação. 

Um dos exercícios propõe três cenários, supondo que as plataformas não existissem: 

  1. Aqueles que hoje trabalham para os aplicativos teriam buscado emprego mas, sem sucesso, teriam se tornado desempregados.
  2. Essas pessoas não teriam sequer procurado uma ocupação e teriam passado diretamente para fora da força de trabalho.
  3. Uma situação intermediária: parte teria conseguido outra ocupação e parte não.

Nos três cenários, os níveis de ocupação são afetados. A taxa de desemprego aumentaria, por exemplo, entre 0,6 e 1,2 ponto percentual. Atualmente, a taxa de desemprego é 4,3%. Isso significa que, desconsiderados os aplicativos, o desemprego subiria para até 5,5%. 

Um segundo exercício propõe um cálculo para estimar a relação entre o crescimento dos aplicativos e a evolução do nível de ocupação. As estimativas apresentadas pelo BC sugerem, nesse caso, que os aplicativos não tiraram trabalhadores das demais ocupações, e que a maioria dos seus trabalhadores estava fora do mercado de trabalho.

O BC conclui, então, que o advento do trabalho por meio de plataformas digitais “representa uma mudança estrutural no mercado de trabalho, que contribuiu para o maior ingresso de pessoas na força de trabalho e na ocupação, com efeitos positivos sobre os principais indicadores. O crescimento extraordinário da quantidade de trabalhadores por aplicativos resultou em elevação do nível de ocupação e da taxa de participação, além de uma redução da taxa de desocupação”, diz a análise.

Peso na economia

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) usados na análise mostram que, apesar do crescimento expressivo, a participação dos trabalhadores de aplicativos de transportes é relativamente pequena: passou de 0,8% para 2,1% da população ocupada, entre 2015 e 2025, e de 0,5% para 1,2% da população em idade de trabalhar (14 anos ou mais) no mesmo período.

O transporte por aplicativos, a partir de 2020, passou a fazer parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida de inflação usada como referência no sistema de meta para a inflação brasileira. Em agosto de 2025, o peso do subitem transporte por aplicativo no IPCA foi de 0,3%, enquanto, em comparação, o peso do subitem passagem aérea foi 0,6%.

“O uso de aplicativos de telefone e internet para contratação de serviços de transporte pessoal e de entrega surgiu cerca de uma década atrás e, desde então, tem crescido e se tornado relevante para a economia brasileira”, diz o BC.

Precarização do trabalho

Embora elevem os indicadores de ocupação, os aplicativos são responsáveis também pela precarização do trabalho. Relatório do Fairwork Brasil mostra que nenhum dos principais aplicativos conseguiram evidenciar o cumprimento de padrões mínimos de trabalho decente, como oferecer uma remuneração justa.

O estudo Plataformização e Precarização do Trabalho de Motoristas e Entregadores no Brasil, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vai na mesma direção e mostra que o trabalho mediado por aplicativos resultou em jornadas de trabalho mais longas, menor contribuição previdenciária e forte queda da renda média destes trabalhadores.

Segundo a pesquisa, entre 2012 e 2015, enquanto o total de motoristas autônomos no setor de transporte de passageiros era cerca de 400 mil, o rendimento médio ficava em torno de R$ 3,1 mil. Em 2022, quando o total de ocupados se aproximava de 1 milhão, o rendimento médio era inferior a R$ 2,4 mil. A proporção desses trabalhadores com jornadas entre 49 e 60 horas semanais passou de 21,8% em 2012 para 27,3% em 2022.

Já o percentual de motoristas de passageiros que contribuía com a previdência passou de 47,8%, em 2015, para 24,8%, em 2022, de acordo com o mesmo estudo. 

Gestão do seguro-defeso passará para Ministério do Trabalho em outubro

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, informou nesta quinta-feira (25) que, a exemplo do seguro-desemprego, a habilitação para o seguro-defeso – benefício concedido a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca – ficará a cargo de sua pasta a partir de outubro.

Atualmente, cabe ao Ministério da Pesca fazer o cadastro de pescadores, o que abrange não apenas os que exercem a atividade para subsistência, mas também como hobby, como é o caso dos pescadores esportivos, os de ocasião e os de fim de semana.

Subsistência

O governo federal para o valor de um salário mínimo (R$ 1.518) a pescadores que vivem exclusivamente desta atividade, no período de reprodução dos peixes, quando a pesca fica proibida.

Esse período é definido pelo Ministério do Meio Ambiente e varia conforme a espécie. O objetivo da medida é garantir a preservação desses animais.

Habilitação

Durante o programa Bom Dia, Ministro, Luiz Marinho disse que a mudança de atribuições para Ministério do Trabalho está prevista em medida provisória que tramita no Congresso Nacional.

A expectativa é de que a matéria seja aprovada “em breve”, segundo Luiz Marinho.

“[Por enquanto,] não estamos ainda autorizados a fazer”, disse o ministro do Trabalho.

“Estamos nos preparando para, a partir de outubro, habilitar os pescadores que têm direito ao seguro defeso.”

Ele comparou os trâmites do seguro-defeso ao do seguro-desemprego: “O trabalhador que fica desempregado e se enquadra nos critérios e é habilitado pode receber o seguro-desemprego, também pelo Ministério do Trabalho”. 

“Vamos então unificar a habilitação, tanto para seguro de trabalho com para seguro defeso”, completou.
 

Brasília (DF) 25/09/2025 - O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, participa do programa Bom Dia, Ministro. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Brasília (DF) 25/09/2025 - O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, participa do programa Bom Dia, Ministro. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, no programa Bom Dia, Ministro – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Combate a irregularidades

Dessa forma, o governo pretende ter melhores condições para identificar possíveis irregularidades que resultariam no pagamento do benefício àqueles que não tm direito.

“Não se trata, de maneira alguma, de corte de recursos, pelo governo”, garante o ministro. 

A ideia, segundo ele, é a de pegar aqueles que estão “usufruindo de uma fragilidade momentânea de fiscalização para ter acesso a um seguro que não lhe pertence. Estamos apenas fazendo uma adequação”, complementou.

Galeão deve chegar a 30 milhões de passageiros em 3 anos, diz ministro

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O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Antonio Carlos Jobim, o Galeão, deve passar dos atuais 18 milhões de passageiros para 30 milhões em três anos. A previsão é do ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A previsão foi nesta quinta-feira (25), durante cerimônia de assinatura do termo de repactuação do contrato de concessão do aeroporto, em uma das salas VIPs do terminal. Na prática, o ajuste é uma forma de permitir equilíbrio econômico da operação concedida à iniciativa privada.

“Saímos de pouco menos de 5 milhões de passageiros, em 2023, para mais de 18 milhões neste ano, e a projeção é alcançar 30 milhões nos próximos três anos. Essa reestruturação fortalece o turismo, a logística e a geração de emprego e renda, reafirmando o papel do Galeão como um ativo estratégico para o Brasil”, declarou Costa Filho.

O aeroporto é controlado pela RIOgaleão, concessionária formada pelo grupo Changi Airports International, de Cingapura, e pelo Vinci Compass, do Brasil, que detêm, juntos, 51% da operação.

Os demais 49% pertencem à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), estatal vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos.  

A concessão foi iniciada em 2014, com um lance de R$ 19 bilhões, valor quase quatro vezes maior que o definido no edital. Na época, havia expectativa de chegar a 37,7 milhões de passageiros em 2024.

Desistência

Em 2022, quando o terminal sofria efeitos da pandemia de covid-19, que diminuiu consideravelmente o número de passageiros, o grupo controlador manifestou formalmente ao governo a intenção de devolver a operação.

No ano seguinte, a Changi procurou o governo para renegociar o contrato. A negociação terminou em 2024, e os termos definitivos da repactuação foram avalizados  em junho pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão regulador do setor, participou da elaboração.

O documento teve também o aval de todos os envolvidos e de órgãos de controle, como o Ministério Público Federal (MPF) e a Advocacia-Geral da União (AGU).   

O aumento do número de passageiros do Galeão fez parte das negociações e era um dos fatores defendidos pela concessionária.

“Hoje, a gente está celebrando, não meramente um acordo, mas a retomada de um planejamento estratégico para fortalecer esse grande ativo da aviação da América do Sul, porque o Galeão vai se transformar no grande hub [ponto de conexão] da aviação internacional da América do Sul”, declarou o ministro.

Mudanças

Entre as mudanças previstas no contrato, está a forma de pagamento pela concessão. A outorga a ser paga anualmente pela concessionária, em vez de ser fixa, será 20% do faturamento bruto do aeroporto. Antes, estava fixada em cerca de R$ 1 bilhão.

Quando a concessão original foi iniciada, em 2014, o prazo de exploração do aeroporto pela iniciativa privada foi de 25 anos, indo até 2039. A data está mantida, mas o ministro Costa Filho sinalizou que a pasta estuda uma extensão. Houve também ajuste dos critérios para evitar a obrigação de construção da terceira pista, considerando a atual demanda aeroportuária.

 

Rio de Janeiro (RJ), 02/10/2023 - Painel de voos do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, após migração de rotas operadas no Aeroporto Santos Dumont. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 02/10/2023 - Painel de voos do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, após migração de rotas operadas no Aeroporto Santos Dumont. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Painel de voos do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, após migração de rotas operadas no Aeroporto Santos Dumont. Fernando Frazão/Agência Brasil

Consenso

O secretário-executivo do ministério, Tomé Franca, considera que o acordo reforça a segurança jurídica para investidores. “É uma sinalização clara de que o Brasil é um lugar seguro para investir, gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento econômico e social”.

De acordo com o diretor da Anac Rui Chagas Mesquita, a repactuação encontrou uma saída “para a grave crise que essa concessão enfrentou ao longo dos últimos anos” e buscou “uma solução mais vantajosa ao interesse público”.

O presidente da concessionária Riogaleão, Alexandre Monteiro, considera que a repactuação reflete a necessidade da adequação do contrato aos parâmetros mais modernos de concessão no Brasil.

“Reconhecimento de que a continuidade da gestão da concessionária à frente do aeroporto traz resultados positivos aos usuários finais deste fantástico equipamento de infraestrutura do Rio de Janeiro e do Brasil, os passageiros e os importadores e exportadores de carga”, disse.

Nova venda

A venda assistida do Galeão está marcada para março de 2026 e está estipulado um lance mínimo de R$ 932 milhões para obter o direito de explorar o aeroporto. Além disso, está acertado que a Infraero venderá a toda a participação (49% do aeroporto) para o grupo vencedor.

De acordo com o ministro Costa Filho, o valor das ações da Infraero deve corresponder a cerca de 40% a 50% do lance mínimo.

A Anac abriu uma consulta pública para coletar sugestões para a elaboração do edital da venda assistida. Contribuições da sociedade podem ser feitas até o dia 5 de novembro.

“Não faltam interessados, porque o Galeão passou, a partir de agora, a ser um ativo valorizado. É uma estrutura que está pronta, depois desse reequilíbrio que foi feito, para buscar agentes econômicos que queiram investir nesse ativo. Tudo indica que a própria Vinci e a Changi querem continuar e, naturalmente, vão ter o seu direito democrático de poder participar”, avaliou.

No último dia 27, a Riogaleão informou que a gestor de investimentos Vinci Compass comprou 70% das ações que pertenciam à Changi.

Galeão X Santos Dumont

A retomada do protagonismo do Galeão aconteceu em um momento em que o governo federal foi provocado pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, para limitar o número de voos no aeroporto Santos Dumont, no Centro da cidade.

A preocupação de Paes era que a maior movimentação no Santos Dumont, mais próximo de áreas turísticas cariocas, causasse esvaziamento do Galeão. À época, uma decisão do então ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França, limitou o número de voos.

Com a repactuação no Galeão, há uma liberação gradual do número máximo de passageiros no Santos Dumont. Atualmente, o teto é de 6,5 milhões de passageiros anuais.

Segundo o ministro Costa Filho, o crescimento da economia permitirá o crescimento do número de viajantes nos dois aeroportos, sem canibalização.

“A partir de março, a gente tem a possibilidade de ir ampliando gradativamente, mas a gente só vai fazer essa discussão no próximo ano, porque a gente tem um plano de investimento que está sendo feito no Santos Dumont”.

O prefeito Eduardo Paes destacou a vontade política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a retomada de passageiros no Galeão. “Deu tapa na mesa”, brincou Paes, em referência à decisão do presidente, que passou por cima de interesses que evitavam a migração de passageiros entre os aeroportos.

“O presidente Lula é o grande responsável por esse momento aqui, foi ele quem, mais uma vez, demonstrou o seu carinho com o Rio de Janeiro”.

Futuro da Infraero

Dos 180 aeroportos que operam voos regulares no Brasil, 59 são operados por empresas privadas, em regime de concessão federal, representando cerca de 90% da movimentação de passageiros domésticos.

Dos principais terminais, o Santos Dumont é o único que não é concedido, sendo controlado pela Infraero.

“Não está ainda no radar do governo fazer uma concessão do Santos Dumont, mas eu acho que no futuro pode acontecer esse debate dentro do próprio governo”, disse.

Antes de chegar ao Galeão, Costa Filho esteve no aeroporto Santos Dumont, onde realizou uma visita técnica para avaliar as condições operacionais das obras que estão sendo realizadas. Segundo ele, são R$ 450 milhões em investimentos, dos quais R$ 300 milhões já em andamento, que vão do banheiro à ampliação da pista.

Sobre o futuro da estatal, o ministro afirmou que a tendência é que a empresa se concentre em aeroportos regionais.

“A gente já encomendou estudos para discutir cada vez mais o papel institucional da Infraero”, disse. “Eu acho que a Infraero pode se transformar em um grande operador de aeroportos regionais no Brasil”.

Vale, UNIFEI e Prefeitura de Itabira assinam novo acordo para implantação do Hub de Educação e Tecnologia

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Doação de mais R$ 60 milhões da empresa contribuirá para a conclusão das obras de ampliação do campus em Itabira

Consolidar Itabira como referência em educação superior de qualidade é uma das estratégias para diversificar a economia no município. Nesta quinta-feira (25/9), a Vale, a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e a Prefeitura de Itabira avançaram nesta iniciativa ao assinarem um novo acordo para a finalização das obras de ampliação do campus da UNIFEI em Itabira.

A Vale doará mais R$ 60 milhões, além dos R$ 100 milhões formalizados no primeiro acordo de 2020, totalizando R$ 160 milhões em investimentos voluntários para a construção de três prédios e infraestrutura do entorno do campus. O aditivo garantirá a conclusão das obras e implantação do HUB de Educação e Tecnologia, expandindo as atividades acadêmicas, científicas e tecnológicas da UNIFEI em Itabira.

“Para a Vale, fomentar a educação, a pesquisa aplicada e o desenvolvimento de soluções tecnológicas sustentáveis significa investir no futuro de Itabira, promovendo oportunidade para jovens, pesquisadores e empreendedores da região. Certamente, esta parceria resultará em formação de talentos e a atração de novos negócios para o município, reforçando nosso compromisso com o progresso da região”, afirma Diogo Monteiro, diretor do Complexo Itabira da Vale.

UNIFEI

O Campus da UNIFEI em Itabira, fundado em 2008, conta atualmente com 1.800 alunos e oferece 11 cursos de graduação nas áreas de Engenharia, Ciência, Tecnologia e Matemática, além de programas de pós-graduação e centros de pesquisa de referência nacional. Com a ampliação, a universidade poderá dobrar a oferta de vagas, abrir novos cursos e consolidar a atuação em pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e empreendedorismo.

“A UNIFEI se sente muito honrada em ter como parceiros a Vale e a Prefeitura Itabira, sem a qual o Campus de Itabira jamais existiria. Por meio desta repactuação, com esses novos prédios, além de consolidar definitivamente os cursos atuais, teremos capacidade para expansão em cursos de graduação e pós-graduação, centros de pesquisa e inovação, e incubação de empresas de base tecnológica”, destacou o Reitor da UNIFEI, Professor Marcel Parentoni.

“Com a carência do nosso país em formação de profissionais nas áreas tecnológicas, o Campus de Itabira da UNIFEI, com seu forte viés tecnológico, passa a ter uma relevância estratégica ainda maior. A UNIFEI não medirá esforços para produzir cada vez mais e melhores resultados de qualidade em formação de profissionais e produção de conhecimento, em prol do desenvolvimento de Itabira e região.”, completou o reitor.

O fortalecimento da educação superior está alinhado ao Programa Itabira Sustentável, uma iniciativa da Prefeitura de Itabira, com apoio da Vale e demais parceiros, com foco na diversificação da economia local e promoção de uma cidade mais inovadora e resiliente.
Para o prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB), “este é mais um passo importante para consolidar Itabira como um polo de educação e tecnologia. A parceria com a UNIFEI e a Vale não só amplia oportunidades de ensino superior e pesquisa para nossos jovens, como também fortalece a diversificação da economia e atrai novos investimentos para o município.”