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Pedágios na BR-381: cobranças em Caeté e em João Monlevade começam dia 27

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Daqui a 11 dias, em 27 de setembro, motoristas que trafegam pela BR-381 entre Caeté, na Grande BH, e João Monlevade, região Central, terão que pagar pedágios de R$ 15,50 e R$ 12,90, respectivamente.

Sistema terá inicialmente dois pórticos em funcionamento (Divulgação/Nova 381)

A deliberação que autoriza o funcionamento das praças foi publicada nesta terça-feira (16), no Diário Oficial da União, pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A operação será em dois pórticos:

  • P1: km 411,850 (Caeté)
  • P2: km 345,270 (João Monlevade)

Tarifa varia conforme tipo de veículo e número de eixos; veja valores

Câmara de São Gonçalo: Encerradas as doações para a Campanha do Agasalho 2025

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Com início no mês de maio, chegou ao fim nesta segunda, 15 de setembro, o período de doações recebidas pela Câmara Municipal, para a Campanha do Agasalho 2025, com a população de São Gonçalo do Rio Abaixo dando show de solidariedade. Foram 1173 peças entregues, aquecendo corações.

A campanha realizada anualmente beneficiou diversas famílias em vulnerabilidade social, durante a estação do inverno.

Com o lema “Solidariedade Veste Bem em Qualquer Estação”, as doações foram entregues na sede da Casa Legislativa Municipal, no setor da Escola do Legislativo Isabel Rodrigues. As peças retiradas foram roupas e acessórios como: blusas de frio, casacos, jaquetas, calças, meias, gorros, cachecóis, luvas, além de calçados, cobertores e roupas de cama.

A Campanha do Agasalho é uma ação anual do Legislativo de Municipal, coordenada pela Escola do Legislativo e tem como meta amparar pessoas em vulnerabilidade social da cidade e da região, na estação mais fria do ano. A Câmara de São Gonçalo agradece a todos que se mobilizaram e contribuíram com as doações para aquecer o inverno de quem mais precisa.







Mais de 100 vagas abertas na área de manutenção em complexo mineroindustrial de Minas Gerais

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O complexo mineroindustrial localizado em Serra do Salitre, no Alto Paranaíba, está com mais de 100 vagas abertas para profissionais da área de manutenção. As oportunidades são para funções como mecânico, soldador, instrumentista, eletricista e outros cargos essenciais para a operação. O processo de seleção foi aberto pela EuroChem, uma das principais produtoras de fertilizantes do Brasil.

Para participar da seleção, é necessário ter Ensino Médio completo e experiência no setor industrial. Candidatos com cursos técnicos ou especializações em áreas correlatas terão diferencial no processo.

As vagas estão abertas para trabalhadores residentes em Serra do Salitre, Patrocínio, Araxá e distritos da região. Segundo a administração do empreendimento, o objetivo é atrair mão de obra qualificada, ao mesmo tempo em que se estimula a economia local com geração de emprego e renda.

Inaugurado em 2024, o complexo recebeu investimentos de cerca de US$ 1 bilhão e possui capacidade instalada para produzir 1 milhão de toneladas de fertilizantes fosfatados por ano. Atualmente, são 830 profissionais contratados diretamente.

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Os interessados devem enviar currículo para recrutamento.salitre@eurochemsam.com ou acessar o link de carreiras disponível na plataforma Gupy.

Fonte: Mais Minas

Cenário fiscal dos municípios melhora diante de conjuntura econômica

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O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), aponta que em um contexto de conjuntura econômica favorável e maior repasse de recursos, o cenário fiscal das cidades melhorou, mas 36% delas, com 46 milhões de brasileiros, ainda têm situação fiscal difícil ou crítica. O estudo analisou as contas de 5.129 municípios com base em dados declarados pelas prefeituras.

Segundo a Firjan, com pontuação que varia de zero a um, o IFGF é composto pelos indicadores de Autonomia, Gastos com Pessoal, Investimentos e Liquidez. Após a análise de cada um deles, a situação dos municípios é considerada crítica, se os resultados são inferiores a 0,4 ponto; em dificuldade, com resultados entre 0,4 e 0,6 ponto; boa, resultados entre 0,6 e 0,8 ponto; ou de excelência, com resultados superiores a 0,8 ponto. 

Na média, os municípios brasileiros atingiram 0,6531 ponto, referente à boa situação fiscal. Vitória é a única capital a alcançar nota máxima no estudo. Já Cuiabá tem nota zero em liquidez e nível crítico de investimentos.

De acordo com o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, é fundamental considerar que o cenário está melhor por conta dos resultados econômicos de 2024 e de maior repasse de recursos, mas que isso pode não se repetir em outros momentos. 

“Também é importante frisar que, mesmo com maior folga fiscal, continuamos com uma parcela significativa de cidades em situação desfavorável, evidenciando desigualdades históricas e mantendo o Brasil longe de patamar elevado de desenvolvimento”, disse Caetano.

Somente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foi registrado o total de R$ 177 bilhões de repasses em 2024. 

De acordo com o presidente da Firjan, as cidades precisam desenvolver ações para estimular a economia e gerar recursos localmente. 

“Assim, além de não ficarem tão vulneráveis aos ciclos econômicos, darão oportunidades para a população, com melhoria da renda e da qualidade de vida”, acrescenta Caetano.

Naiara Freire, especialista de estudos econômicos da Firjan, explica que o crescimento de distribuição de receitas nos últimos anos, principalmente pós-pandemia, tornou as cidades mais ricas, mas esse crescimento foi bem desigual. 

Segundo Naiara, “as cidades que recebem mais FPM, que são as cidades pequenas, ficaram com mais receitas disponíveis do que as médias e grandes cidades”.

A pesquisadora acrescenta que os municípios nunca tiveram uma situação fiscal tão favorável, mas esse ajuste foi feito por meio de receitas. 

“A maior descentralização dos recursos públicos permitiu que a maior parte das prefeituras tivessem uma situação fiscal melhor. Mas os municípios estão longe da excelência. Existem muitos gargalos a serem superados”, avalia Naiara.

Segundo o estudo, no indicador de Autonomia, que mostra se as receitas oriundas da atividade econômica local suprem as despesas essenciais para o funcionamento da máquina pública municipal, a média das cidades brasileiras é de 0,4403 ponto, de gestão em dificuldade. 

“A pontuação evidencia a alta dependência de municípios por transferência de recursos da União para suprir necessidades mínimas locais. O estudo ressalta que mais de 50% das prefeituras vivem situação crítica de autonomia e que, desse grupo, 1.282 cidades não produzem receita suficiente para manter prefeito e Câmara de Vereadores”, alerta a federação.

Gastos com pessoal

Em Gastos com Pessoal, indicador que aponta quanto os municípios gastam com o pagamento de pessoal em relação ao total da Receita Corrente Líquida, a média brasileira é de 0,7991 ponto,considerado boa gestão. 

A Firjan informa que essa foi a maior nota entre os indicadores do IFGF é resultado do forte crescimento do orçamento total, e não de ajuste na folha de pagamentos, medida que atualmente não é possível por conta da legislação.

“As cidades destinam, em média, 46% da receita para essa despesa [gastos com pessoal]. Em período de baixa arrecadação, esse percentual alcançou 56,1%. Porém, mesmo com cenário mais favorável, 540 prefeituras comprometem mais de 54% do orçamento com gastos com pessoal. Entre elas, 131 destinam mais de 60% para essa finalidade e ultrapassam o limite máximo estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”, aponta a federação.

Investimentos

O indicador de Investimentos mede a parcela da receita total dos municípios para essa finalidade. O país alcançou 0,7043 ponto (boa gestão), o que reflete a destinação de, em média, 10,2% da receita para os investimentos públicos. Esse é o maior percentual registrado na série histórica do IFGF. Além disso, 1.601 cidades conquistaram a nota máxima no indicador (1 ponto) ao destinar mais de 12% do orçamento para essa despesa. 

No entanto, a Firjan ressalta que, como não há plano nacional de desenvolvimento com mecanismos para medir a qualidade dos gastos, os investimentos podem não ser os mais eficientes para diminuir as desigualdades no país. Além disso, 938 cidades (18,3% do total) apresentam nível crítico no IFGF Investimentos por destinarem, em média, apenas 3,2% da receita para essa finalidade.

Liquidez

No indicador que verifica se as prefeituras estão adiando pagamentos de despesas para o exercício seguinte sem a devida cobertura de caixa, a média das cidades brasileiras é de 0,6689 ponto (boa gestão). 

De acordo com a Firjan, o aumento das receitas também contribuiu para que os municípios terminassem 2024 com boa liquidez.

Apesar do cenário majoritariamente positivo, 2.025 municípios apresentaram nível de liquidez difícil ou crítico em 2024. Nesse grupo, destacam-se negativamente as 413 prefeituras que terminaram o ano sem recursos em caixa suficientes para cobrir as despesas postergadas para o ano seguinte e, por isso, ficaram com nota zero no indicador. Na prática, esses municípios estão no “cheque especial”, explica a federação.

O gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, ressalta que no contexto doméstico há um claro cenário de desigualdade na economia regional. 

“Quando a gente olha os municípios que têm alto desenvolvimento, 98% estão no Centro-Oeste, Sul e Sudeste. E quando a gente olha os municípios que estão com desenvolvimento crítico, 95% estão no Norte e no Nordeste”, disse.

O gerente destaca que, diante do quadro geral apresentado pelo IFGF, reformas são essenciais para tornar a gestão municipal mais eficiente para o desenvolvimento do país. 

“Entre os principais pontos que precisam ser considerados estão os critérios de distribuição de recursos, que necessitam de revisão para incluir regras que estimulem os gestores públicos a ampliarem a arrecadação local e que garantam qualidade no gasto público. A reforma administrativa para permitir a flexibilização do orçamento e a otimização das despesas de pessoal também é uma questão de extrema importância”, defende Goulart. 

Ele também aponta a necessidade de fusão de municípios para melhorar a gestão municipal.

Brasil deve ter nova safra recorde de grãos em 2025/26, diz Conab

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O recorde histórico da produção de grãos, obtido em 2024/2025 deverá ser superado na próxima safra. É o que indica a 13ª edição da pesquisa “Perspectivas para a Agropecuária 2025/2026”, divulgada nesta quinta-feira (18) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com a publicação, sendo confirmadas as expectativas, o volume total a ser colhido na safra 2025/2026 será de 353,8 milhões de toneladas. O resultado é 1% maior do que os 350,2 milhões de toneladas colhidas na temporada 2024/25 – volume recorde para o setor, até então.

“Na semana passada, apresentamos os dados do último levantamento da safra agrícola 24/25, quando anunciamos, com imenso orgulho, a maior safra da nossa história. Foi um aumento extraordinário e expressivo. Hoje,  vamos apresentar a perspectiva para a nova safra agrícola. Dia 14 de outubro, a Conab apresentará o primeiro dos 12 levantamentos para a próxima safra, com a possibilidade de um novo recorde”, anunciou o presidente da Conab, Edegar Pretto.

Números Conservadores

De acordo com as perspectivas divulgadas hoje, o resultado será influenciado pelo aumento na área cultivada, que deve sair de 81,74 milhões de hectares na última safra para 84,24 milhões de hectares no ciclo agrícola 2025/26.

“Já a produtividade média nacional das lavouras está projetada em 4.199 quilos por hectare na temporada 2025/26, redução de 2% se comparada com 2024/25”, detalha o levantamento.

Segundo Pretto, as estimativas da Conab são apresentadas inicialmente com “números conservadores, em função da responsabilidade que a gente precisa ter”, mas dentro de uma real possibilidade. “Nossos números estão cada vez mais assertivos”, assegurou.

Soja e algodão

Com relação ao principal produto cultivado no Brasil, a Conab projeta, para a soja, aumento de 3,6% na produção, chegando, portanto a 177,67 milhões de toneladas na próxima safra. Na última colheita, foram colhidas 171,47 milhões da oleaginosa.

O resultado, se confirmado, resultará, novamente, em recorde de produção, influenciado pelo aumento da demanda global pelo produto.

A boa rentabilidade e a possibilidade de venda antecipada da produção de algodão têm favorecido essa cultura. A expectativa para a safra 2025/2026 é de um crescimento de 3,5% na área semeada. A produção deverá crescer 0,7%, alcançando o recorde de 4,09 milhões de toneladas.

Milho

No caso do milho, há uma expectativa de redução de 1% da colheita, na comparação com a safra 2024/25, mesmo havendo aumento de área cultivada nas primeira e segunda safra.

Segundo a Conab, esse movimento se deve à expectativa de aumento no consumo interno, “impulsionado principalmente pelo aumento da demanda do grão para produção de etanol, bem como pela perspectiva de maior demanda externa, diante de um possível redirecionamento das compras asiáticas do milho norte-americano para o milho sul-americano, em resposta ao aumento de tarifas impostas por importantes países importadores na Ásia”.

Apesar da maior área semeada, a produção estimada de milho, somadas as três safras, é de 138,3 milhões de toneladas. “A queda de produtividade decorre do patamar excepcional registrado na safra 2024/25, beneficiada por condições climáticas amplamente favoráveis”, justifica a companhia.

Arroz e feijão

A safra de arroz projetada para o próximo período indica tendência de retração da área cultivada nos principais estados produtores, saindo de 1,76 milhão de hectares em 2024/25 para 1,66 milhão de hectares no ciclo 2025/26.

O resultado decorre da ampliação da produção nacional e internacional registrada em 2024/25, o que acabou por gerar excedente de oferta e desvalorização do grão. É também esperada uma redução de 4,8% na produtividade média nacional, reflexo também do patamar excepcional registrado na última safra de 2024/25

No caso do feijão, é estimada uma produção próxima a 3,1 milhões de toneladas na safra 2025/26, o que, segundo a Conab, assegura o consumo previsto no país.

Cenários adversos

Os números foram comemorados pela ministra substituta do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli.

“As perspectivas são excelentes. O Brasil terá mais uma safra recorde, em um contexto de mudanças climáticas, crises geopolíticas, guerra comercial. Em um contexto bastante adverso, nossa agricultura vai seguir vencedora, produzindo alimentos para abastecer as famílias no Brasil e garantindo oferta de alimentos para o mundo”, disse a ministra.

Na avaliação de Fernanda Machiaveli, o cenário positivo será ainda mais favorecido pela estratégia das autoridades brasileiras em tentar manter mercados mercados ao mesmo tempo em que busca “outras possibilidades internacionais” para escoar uma produção.”cada vez mais sustentável, fortalecendo os sistemas produtivos biodiversos da Agricultura Familiar”, afirmou.