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Astronautas ouviram sons estranhos na Lua no passado

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No dia 1º de abril (e não é mentira!), os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), partiram em uma jornada histórica: a missão Artemis 2. O voo os levou a contornar a Lua e chegar a mais de 406 mil km da Terra, estabelecendo um novo recorde de distância do planeta percorrida por humanos.

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A Artemis 2 é a primeira missão tripulada do programa lunar da NASA e é comparável à Apollo 10, realizada no passado como um voo de reconhecimento antes do pouso lunar da Apollo 11. A missão atual e a histórica compartilham o objetivo de explorar e testar procedimentos críticos para futuras missões de pouso.

Em resumo:

  • Apollo 10 fez voo de reconhecimento lunar em maio de 1969;
  • Astronautas ouviram sons estranhos no lado oculto da Lua;
  • Gene Cernan descreveu ruídos como assobios misteriosos;
  • Michael Collins também ouviu sons semelhantes na missão seguinte;
  • NASA explicou ruído como interferência nos rádios VHF.
O módulo de comando da missão Apollo 10, com John Young a bordo, chamado “Charlie Brown”, é fotografado pela câmera do módulo lunar “Snoopy”, levando os tripulantes Thomas Stafford e Eugene Cernan, após a separação na órbita lunar. Crédito: NASA

Tripulação da Apollo 10 relatou ruídos e “objetos” inusitados 

Durante o voo da Apollo 10, ocorreram episódios curiosos, que não ofereceram qualquer risco à tripulação. Em um deles, os astronautas se depararam com um inesperado “indicador de gravidade zero”: um resíduo humano que escapou e passou a flutuar pela cabine, causando surpresa e constrangimento.

O segundo episódio chamou mais atenção. No lado oculto da Lua, a tripulação ouviu assobios misteriosos, descritos como uma música espacial típica de ficção científica. O piloto do módulo lunar, Gene Cernan, comentou: “Essa música até parece de outro planeta, não é? Vocês ouvem isso?”

apollo 10
A tripulação da missão de órbita lunar Apollo 10: o piloto do Módulo Lunar, Eugene A. Cernan, o Comandante Thomas P. Stafford e o piloto do Módulo de Comando John W. Young – Crédito: NASA

Apesar da estranheza, a tripulação, formada por Cernan, Thomas Stafford e John Young, manteve a calma e seguiu com as tarefas programadas. O fenômeno também foi registrado em outras missões lunares, como na Apollo 11, quando Michael Collins, sozinho no módulo de comando orbitando a Lua enquanto Armstrong e Aldrin estavam na superfície, ouviu sons semelhantes do lado oculto do satélite.


Leia mais:

NASA explicou origem dos ruídos

A NASA havia previsto esses ruídos e assegurou que não representavam perigo. Depois, os técnicos confirmaram que o som era interferência entre rádios VHF do módulo lunar e do Módulo de Comando.

Segundo a transcrição oficial das comunicações da tripulação da Apollo 10 registradas durante a missão, o ruído começou quando o módulo lunar se separou do módulo principal e terminou com o pouso na Lua. A interrupção temporária da comunicação aumentou a sensação de mistério para os astronautas.

Segundo a CNN, Collins relatou em seu livro Carrying the Fire que, sem aviso prévio, teria se assustado bastante com o som sinistro. A explicação da NASA tranquilizou toda a equipe e esclareceu que não havia elementos extraterrestres envolvidos.

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O áudio original da Apollo 10, divulgado em 2018 pela NASA, mostra por alguns segundos que o espaço sideral soou realmente estranho. O episódio mostra como pequenas falhas técnicas podem se transformar em histórias de mistério espacial. Ao mesmo tempo, destaca o rigor das missões lunares e a capacidade dos astronautas em lidar com situações inesperadas sem comprometer a segurança .


Olhar Digital

Confira o Olhar Digital News na íntegra (07/04/2026)

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Veja os destaques do Olhar Digital News desta terça-feira:

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Japão aposta em robôs com IA para enfrentar falta de mão de obra

No Japão, o avanço da chamada inteligência artificial física tem sido impulsionado menos por substituição de empregos e mais pela dificuldade de preencher funções essenciais. Com a redução da população em idade ativa e a necessidade de manter operações industriais e de serviços, empresas vêm adotando robôs em fábricas, armazéns e infraestrutura.

Super El Niño: fenômeno pode ser o mais forte em 140 anos e trazer calor recorde

Uma atualização nos modelos climáticos globais acendeu o alerta para a formação de um Super El Niño ainda este ano. De acordo com o novo boletim do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo, as chances de uma versão intensificada do fenômeno climático aumentaram, dobrando as apostas feitas no mês anterior.

Artemis 2 deixa esfera de influência da Lua no sétimo dia de missão

As últimas horas foram repletas de acontecimentos no espaço. A sonda Orion contornou o lado oculto da Lua e os quatro astronautas da missão alcançaram a maior distância do planeta já atingida por qualquer ser humano. Ainda, a tripulação pôde acompanhar um eclipse total com características incomuns.

Presidente da Colômbia pede Pix internacional

Na última semana, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu publicamente ao Brasil que amplie o Pix internacional. Em uma publicação no X, o líder colombiano defendeu a adoção do sistema de pagamentos instantâneos como alternativa a mecanismos financeiros internacionais tradicionais.

Divergência entre Sam Altman e diretora financeira ameaça IPO da OpenAI

A diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, manifestou preocupações com o plano do CEO da empresa, Sam Altman, de abrir uma oferta pública inicial de ações no quarto trimestre deste ano. Ela sustenta que a companhia ainda carece de organização interna e processos burocráticos necessários para a estreia no mercado de ações, levantando “bandeiras vermelhas” sobre a viabilidade do cronograma agressivo da companhia.


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Vitoria Lopes Gomez

Vitoria Lopes Gomez é jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e redatora do Olhar Digital.


Olhar Digital

Governo projeta superávit comercial de US$ 72,1 bi em 2026

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Em meio às incertezas sobre o impacto da guerra no Oriente Médio sobre o comércio exterior, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) projeta que a balança comercial brasileira terá superávit de US$ 72,1 bilhões em 2026, alta de 5,9% em relação ao saldo positivo de US$ 68,1 bilhões registrado em 2025.

A estimativa considera exportações de US$ 364,2 bilhões, avanço de 4,6% na comparação anual, e importações de US$ 292,1 bilhões, com crescimento de 4,2%. O valor projetado fica próximo do piso da faixa estimada anteriormente pelo governo, que varia entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.

Segundo o diretor de estatísticas e estudos de comércio exterior do MDIC, Herlon Brandão, o cenário internacional ainda apresenta incertezas, mas os indicadores internos sustentam a projeção.

“Sabemos que o cenário internacional tem desafios, mas pelas informações que temos até agora, olhando atividade econômica, taxa de câmbio e consumo, os modelos apontam para esse resultado”, afirmou.

Brandão também destacou a resiliência do comércio exterior brasileiro diante de crises. “Por mais que tenha variações, olhando a direção e o patamar, observamos um comércio exterior brasileiro relativamente estável e resiliente a crises”, acrescentou.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em julho. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilhões.

Resultado de março

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior mostram que o Brasil registrou superávit de US$ 6,4 bilhões em março, abaixo das expectativas do mercado. No período, as exportações somaram US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 25,2 bilhões.

O desempenho das exportações foi puxado principalmente pela indústria extrativa, com alta de 36,4%, impulsionada pelo aumento nas vendas de petróleo. Também houve crescimento na indústria de transformação (+5,4%) e na agropecuária (+1,1%).

Já as importações cresceram em todos os segmentos, com destaque para bens de consumo (+54,4%) e bens de capital (+26,5%).

Acumulado do ano

No primeiro trimestre de 2026, o país acumula superávit de US$ 14,1 bilhões, acima dos US$ 9,6 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

De acordo com o Mdic, fatores como nível de atividade econômica, câmbio e preços internacionais seguem influenciando as projeções, que podem ser revisadas ao longo do ano conforme o cenário global evolua.

veja números e ganhadores do 2993 (07/04)

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O sorteio do concurso 2993 da Mega-Sena aconteceu na noite desta terça-feira (7), às 21h. O prêmio desta loteria estava estimado em R$ 13,4 milhões.

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Os números sorteados da Mega-Sena 2993 foram: 03 – 15 – 31 – 42 – 43 – 51.

Você ganhou na Mega? Confira abaixo como resgatar seu prêmio!

Resultado da Mega-Sena 2993

Confira os números sorteados da Mega-Sena de hoje e descubra se o prêmio milionário acumulou ou se teve ganhadores. Em seguida, explore os últimos resultados e as informações sobre o próximo sorteio.

A Mega-Sena de hoje acumulou?

A Mega-Sena de hoje acumulou. A estimativa de prêmio do próximo concurso da Mega-Sena é de R$ 20 milhões.

Teve ganhador na Mega-Sena hoje?

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas. 31 apostas acertaram cinco números e ganharam R$ 46.749,602.014 apostas acertaram quatro dezenas e levarão R$ 1.186,12.

Qual é o último resultado da Mega-Sena?

O resultado da Mega-Sena 2992 deste sábado (4) é: 04 – 17 – 23 – 33 – 36 – 49.

Quando é o próximo sorteio da Mega-Sena?

próximo sorteio é o 2994 e ele acontece na quinta-feira, 9 de abril de 2026.

Leia mais:

Últimos resultados da Mega-Sena

Os dez últimos resultados dos sorteios da Mega-Sena foram:

  • Mega-Sena 2992 (04/04/2026): 04 – 17 – 23 – 33 – 36 – 49
  • Mega-Sena 2991 (31/03/2026): 04 – 14 – 19 – 23 – 36 – 53
  • Mega-Sena 2990 (28/03/2026): 06 – 14 – 18 – 29 – 30 – 44
  • Mega-Sena 2989 (26/03/2026): 06 – 14 – 28 – 31 – 56 – 59
  • Mega-Sena 2988 (24/03/2026): 21 – 23 – 28 – 36 – 57 – 58
  • Mega-Sena 2987 (21/03/2026): 16 – 17 – 20 – 28 – 46 – 47
  • Mega-Sena 2986 (19/03/2026): 01 – 05 – 13 – 26 – 41 – 53
  • Mega-Sena 2985 (17/03/2026): 06 – 08 – 21 – 32 – 41 – 60
  • Mega-Sena 2984 (14/03/2026): 06 – 11 – 15 – 28 – 42 – 60
  • Mega-Sena 2983 (12/03/2026): 03 – 15 – 40 – 30 – 32 – 52


Como resgatar o prêmio da Mega-Sena

Ao ganhar na Mega-Sena, o processo de resgate do seu prêmio é simples e se diferencia principalmente pelo valor a ser recebido. Você tem a opção de fazer o resgate em qualquer casa lotérica credenciada ou nas agências da Caixa.

Veja como funciona:

Para prêmios brutos de até R$ 2.428,79: você pode receber seu prêmio em qualquer casa lotérica credenciada ou nas agências da Caixa. Aqui, os ganhadores que apostaram online também podem resgatar o prêmio via transferência ao Mercado Pago.

Para prêmios brutos a partir de R$ 2.428,80: o pagamento é realizado somente nas agências da Caixa. Será necessário apresentar seu comprovante de identidade original com CPF e o recibo de aposta original e premiado.

Para prêmios de R$ 10.000,00 ou mais: esses valores são pagos em até dois dias úteis. O prazo começa a contar a partir da apresentação em uma Agência da Caixa.

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Perguntas frequentes sobre a Mega-Sena

Quais os dias de sorteio da Mega-Sena?

Os sorteios da Mega-Sena acontecem três vezes por semana. Eles ocorrem às terças, quintas e sábados.

Qual o horário do sorteio da Mega-Sena?

O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília).

Onde assistir ao sorteio ao vivo da Mega-Sena?

sorteio é transmitido pela RedeTV! online e também na TV e pelo perfil da Caixa no YouTube e Facebook.

Como jogar na Mega-Sena?

A aposta simples consiste em marcar 6 números entre os 60 disponíveis.

Até que horas é possível apostar na Mega-Sena?

As apostas poderão ser feitas até as 19h do mesmo dia do sorteio.

Com quantos números se ganha na Mega-Sena?

O apostador leva prêmio em dinheiro se acerta a partir de 4 números (quadra). Ele também ganha com 5 números (quina) ou 6 números (sena) sorteados.

Rodrigo Mozelli

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.


Olhar Digital

Exportações para o Oriente Médio caem 26% desde início da guerra

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As exportações brasileiras para o Oriente Médio caíram 26% em março, primeiro mês da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. 

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o valor exportado para os 15 países da região recuou de US$ 1,2 bilhão em março de 2025 para US$ 882 milhões neste ano.

A queda atingiu principalmente produtos do agronegócio. A exportação de carne suína recuou 59%. As vendas de frango, principal item vendido ao Oriente Médio, caíram cerca de 22%. As vendas de soja para a região diminuíram 25%.

Segundo o diretor de Estatísticas da pasta, Herlon Brandão, ainda é cedo para medir todos os efeitos do conflito sobre o comércio internacional.

“Para fazer uma afirmação de que o conflito está afetando o fluxo [comercial], é necessário esperar um pouco mais”, disse Brandão.

No fim de março, o Brasil fechou um acordo com a Turquia para a passagem e o armazenamento temporário de mercadorias do agronegócio exportadas para o Oriente Médio e a Ásia Central. Os efeitos, no entanto, só começarão a aparecer na balança comercial de abril.

Petróleo

O destaque positivo das exportações brasileiras foi o petróleo. As exportações de óleo bruto avançaram 70,4% em valor, alcançando US$ 4,7 bilhões. Em volume, o crescimento foi de 75,9%.

Segundo o governo, ainda não é possível afirmar que a alta esteja diretamente ligada ao conflito, embora a guerra já tenha afetado cerca de 20% do comércio global de petróleo e elevado significativamente o preço do barril no mercado internacional.

Para os próximos meses, a expectativa é de queda nas vendas do produto. Para compensar parte dos subsídios ao diesel, o governo introduziu, em meados de março, uma alíquota de 12% sobre as exportações brasileiras de petróleo.

Impacto global

Além do Oriente Médio, outros mercados importantes também reduziram compras de produtos brasileiros em março na comparação com o mesmo mês do ano passado. 

As exportações para os Estados Unidos caíram 9,1%, enquanto houve recuos de 10% para o Canadá e de 5,9% para a Argentina.

No entanto, as vendas para a China cresceram 17,8% no mês, reforçando o papel do país asiático como principal parceiro comercial do Brasil.

Resultados

Em relação aos Estados Unidos, o Brasil registrou déficit comercial em março, com exportações de US$ 2,8 bilhões e importações de US$ 3,3 bilhões. Já com a China, houve superávit de US$ 3,8 bilhões no período.

As exportações para a União Europeia cresceram 7,3%, enquanto para a Argentina houve queda nas vendas, mas manutenção de saldo positivo na balança. 

O cenário reflete os impactos iniciais da guerra sobre o comércio global, com efeitos variados entre regiões e produtos, especialmente nas cadeias ligadas a energia e alimentos.

Apesar das quedas pontuais, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 6,4 bilhões em março. As exportações totais somaram US$ 31,7 bilhões, alta de 10%, enquanto as importações cresceram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões.