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Saiba como declarar ganhos com aluguel e imóveis no Imposto de Renda

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Se o contribuinte recebe dinheiro de aluguel, seja como renda extra ou principal fonte de sustento, precisa declarar à Receita Federal.

E a forma como esses valores são declarados depende de algumas variáveis. Uma delas é relacionada à inquilina ou inquilino

Pessoa física

  • No caso do inquilino ser pessoa física, os valores devem ser lançados na ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física
  • O imposto devido deve ser pago mensalmente pelo sistema chamado Carnê-Leão, que é uma forma de antecipar Imposto de Renda quando se recebe valores de pessoas físicas ou do exterior 

Pessoa Jurídica

  • Se o aluguel é pago por uma empresa, a declaração vai na ficha ‘Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”.
  • Se você não preencheu o Carnê-Leão, tenha calma porque nem tudo está perdido. O próprio programa da Receita Federal calcula o valor devido na declaração.

Vale lembrar que é possível deduzir do valor recebido com aluguel algumas despesas como IPTU, condomínio e taxa de administração da imobiliária. É preciso guardar todos os comprovantes dessas despesas. 

>> Ouça na Radioagência Nacional:

Imóveis 

Além dos ganhos com aluguel, os imóveis devem ser declarados.

>> Veja algumas orientações: 

  • Imóveis devem ser declarados na ficha Bens e Direitos, com o valor de aquisição e eventuais reformas. Não é o valor de mercado
  • Para imóveis adquiridos em 2024, o contribuinte deve informar a data, o valor e a forma de pagamento
  • Herança: imóveis recebidos por herança entram na declaração do falecido ou pelo valor de transmissão
  • Doação: imóveis recebidos por doação são declarados com o valor do instrumento de doação

E se o imóvel tiver sido vendido, é também preciso declarar a transação.

Se a venda foi feita por um valor maior do que o da aquisição, o lucro é passível de cobrança de imposto, com uma alíquota que varia entre 15% e 22,5%. Nesse caso, o programa da Receita faz, automaticamente, o cálculo do imposto devido.

Mas também há casos de venda de imóveis em que as pessoas estão isentas de pagar imposto.

São eles: venda de imóveis no valor inferior a R$ 440 mil, a venda de um imóvel comprado até o ano de 1969 e se a pessoa usar o dinheiro para comprar outro imóvel em até 6 meses após a venda.

Lembrando que imóveis financiados devem ser declarados pelo valor pago até o fim de 2025. 

>> Veja mais aqui no Tira-Dúvidas 2026

Fonte: Agência Brasil

Planos de saúde coletivos têm reajuste médio de 9,9%, mostra ANS

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Os planos de saúde coletivos tiveram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026. Essa variação é a menor em cinco anos, mas representa mais que o dobro da inflação oficial medida.

Os dados se referem aos reajustes anuais praticados pelas operadoras nos dois primeiros meses do ano e foram divulgados na sexta-feira (8) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão regulador do setor.

A última vez em que os planos coletivos – aqueles contratados por empresas, empresários individuais e associações de classe – tiveram reajuste médio menor que o do início de 2026 foi em 2021, quando subiram 6,43%.

Veja a média de reajuste dos últimos anos:

ANO REAJUSTE
2016 15,74%
2017 14,24%
2018 11,96%
2019 10,55%
2020 7,71%
2021 6,43%
2022 11,48%
2023 14,13%
2024 13,18%
2025 10,76%
2026 9,90%

Em 2021, ano de pandemia de covid-19, os planos subiram menos porque o isolamento social levou à redução na realização de consultas, exames e cirurgias eletivas (não urgentes).

Acima da inflação

Para efeito de comparação, em fevereiro de 2026, a inflação oficial – apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 3,81%.

O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), uma organização independente, costuma criticar aumentos acima da inflação. 

A ANS, no entanto, defende que não é correto fazer comparação simples entre inflação e reajuste dos planos.

“O percentual calculado pela ANS considera aspectos como as mudanças nos preços dos produtos e serviços em saúde, bem como as mudanças na frequência de utilização dos serviços de saúde”, diz a agência.

Regra de reajuste

Diferentemente dos planos de saúde individuais ou familiares ─ celebrados diretamente com as operadoras para a própria pessoa e dependentes ─ os reajustes dos planos de saúde coletivos são decididos por meio de livre negociação entre a pessoa jurídica contratante e a operadora ou administradora do plano.

Nesses planos coletivos, os que têm menos de 30 beneficiados têm o mesmo percentual de reajuste por operadora. Dessa forma, a ANS consegue observar o reajuste médio, separando os planos por porte.

Nos dois primeiros meses de 2026, os planos com 30 ou mais vidas, como classifica o jargão do setor, subiram 8,71% em média. Já os com até 29 clientes, 13,48%. De acordo com a ANS, 77% dos clientes são de planos com 30 ou mais vidas.

No caso dos planos individuais, é a ANS que determina a mudança de valor.

Dados do setor

Os dados mais recentes da ANS, relativos a março de 2026, apontam que o Brasil tinha 53 milhões de vínculos de planos de saúde (uma pessoa pode ter mais de um contrato), aumento de 906 mil em um ano. De cada 100 clientes, 84 eram de planos coletivos.

Em 2025, ainda segundo a ANS, o setor de saúde suplementar registrou receitas totais de R$ 391,6 bilhões, com lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões, o maior já registrado.

Isso significa que para cada R$ 100 recebido, o setor obteve cerca de R$ 6,20 de lucro.

 

Dólar fecha abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em 28 meses

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O mercado financeiro teve um dia de euforia nesta sexta-feira (8). O dólar fechou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024, e a bolsa recuperou parte das perdas da véspera.

Os mercados reagiram a dados do mercado de trabalho estadunidense e à redução dos temores de escalada no conflito entre Estados Unidos e Irã.

O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 4,894, em baixa de R$ 0,029 (-0,60%). Esse é menor valor de encerramento desde 15 de janeiro de 2024.

No acumulado do ano, a moeda norte-americana registra queda de 10,84% frente ao real.

O movimento foi impulsionado pela divulgação das estatísticas de emprego dos Estados Unidos, que mostrou criação de empregos acima do esperado e reduziu temores de desaceleração econômica e inflação mais forte no país.

Além disso, investidores acompanharam sinais de continuidade do cessar-fogo no Oriente Médio após declarações do presidente Donald Trump.

Bolsa avança

O Ibovespa subiu 0,49%, aos 184.108 pontos, com apoio de ações de bancos e mineradoras.

Apesar da recuperação nesta sexta-feira, o principal índice da B3 acumulou queda de 1,71% na semana. No ano, porém, ainda apresenta valorização de 14,26%.

O ambiente externo mais favorável também ajudou a sustentar o pregão brasileiro. Em Wall Street, o índice S&P 500, das 500 maiores empresas, avançou 0,84%, refletindo o alívio com os dados econômicos dos EUA e a percepção de menor risco de recessão na maior economia do mundo.

Petróleo sobe

Mesmo com a diminuição das tensões no Oriente Médio, os preços do petróleo fecharam em alta, embora tenham desacelerado perto do fim das negociações.

O barril do Brent, referência nas negociações internacionais, avançou 1,23%, a US$ 101,29. O barril WTI, do Texas, subiu 0,64%, para US$ 95,42.

Mesmo com a alta desta sexta, os contratos encerraram a semana com perdas superiores a 6%.

Os investidores continuam monitorando os riscos envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. O Comando Central dos Estados Unidos informou que dezenas de navios-tanque seguem impedidos de circular nos portos iranianos devido às tensões na região.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que Washington aguardava uma resposta do Irã à proposta de encerramento do conflito.  Embora tenha reforçado a continuidade do cessar-fogo, Donald Trump voltou a pressionar o Irã nesta sexta-feira e renovou o ultimato para que Teerã abandone seu programa nuclear.

* com informações da Reuters

Emenda “comprada” por dono do Master colocaria FGC em risco

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A 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na quinta-feira (7), evidenciou os riscos para o sistema financeiro de se elevar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), como propôs o senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo da operação.

O presidente do Partido Progressista (PP) apresentou, em agosto de 2024, uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição nº 65/2023, que discute a autonomia do Banco Central (BC). 

O texto, que ficou conhecido como Emenda Master, defende a ampliação da garantia ordinária do FGC dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

Segundo a PF, a emenda foi elaborada por assessores do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, e entregue a Nogueira para que apresentasse ao Congresso Nacional como sendo de sua autoria. 

Em troca, o senador recebia, do banqueiro, entre R$ 300 mil e R$ 500 mil mensais, além de desfrutar de vantagens como o custeio de viagens internacionais, hospedagens e de despesas em restaurantes. 

Segundo a PF, Vorcaro teria dito a interlocutores que a emenda “saiu exatamente como mandei”.

A emenda do senador Ciro Nogueira foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, por inconstitucionalidade e inadequação técnica. 

“A Emenda nº 11 é inoportuna, ao contrariar o modelo bem-sucedido na prática nacional e internacional e ao engessar no texto constitucional matéria regulatória de natureza essencialmente dinâmica e que requer a disciplina em disposições legais mais flexíveis”, avaliou o relator da PEC, senador Plínio Valério (PSDB-AM), ao rejeitar a proposta

Proteção

Criado em 1995 para administrar os mecanismos de proteção do sistema financeiro, prevenir crises bancárias sistêmicas e proteger os clientes e investidores, o FGC é uma entidade privada que, em tese, permitiria ao Estado deixar de socorrer instituições financeiras em dificuldades.

Mantido por contribuições mensais das instituições associadas, o fundo garante o pagamento de até R$ 250 mil a cada pessoa ou empresa que tenha valores depositados em instituições financeiras alvo de processos de intervenção ou liquidação executados pelo Banco Central. E cobre contas corrente e poupança; CDB e RDB; LCI; LCD; LCA; LH; LC; conta salário e operações compromissadas.

O FGC encerrou 2025 com R$ 123,2 bilhões em caixa. Desse montante, a entidade teve que separar R$ 40,6 bilhões para restituir os clientes do conglomerado Master (Banco Master, Master de Investimentos e Letsbank) cujos investimentos não superavam o teto de R$ 250 mil. 

Depois, com as liquidações da Will Financeira e do Banco Pleno, o impacto total nas reservas do fundo alcançou R$ 57,4 bilhões, o equivalente a quase metade (46,6%) do total disponível.

Picareta

Na avaliação do economista William Baghdassarian, professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), se aprovada, a proposta de quadruplicar o limite de cobertura do FGC resultaria no encarecimento das tarifas bancárias e na possível alta dos juros de empréstimos, já que as instituições financeiras precisariam dar mais dinheiro para o fundo.

“Estaríamos deslocando parte do lucro dos bancos, de seus acionistas, para o fundo. Como um banco nunca fica no prejuízo, o efeito esperado seria um aumento das tarifas bancárias e, eventualmente, das taxas de juros, como compensação”, explicou Baghdassarian à Agência Brasil, prevendo um “efeito dominó” que afetaria todo o sistema financeiro.

O economista também destacou o “risco moral” da proposta. Segundo ele, R$ 1 milhão de garantia incentivaria instituições a oferecerem lucros implausíveis sob a falsa sensação de segurança total.

“O FGC existe justamente para socorrer correntistas de bancos que se comportem mal, seja por incompetência, seja por atos ilícitos”, explicou Baghdassarian. 

“Mas também pode estimular as instituições a prometerem uma rentabilidade muito alta, minimizando os riscos do investimento com o argumento de que, até este limite, o dinheiro está protegido. É um incentivo a um comportamento picareta”, disse.

Pé na jaca

O economista Cesar Bergo, professor da Universidade de Brasília (UnB), concorda com a avaliação de que a elevação do limite de garantia ameaçaria a sobrevivência do FGC. 

Segundo ele, até a primeira fase da Operação Compliance Zero tornar público as irregularidades praticadas pelo Master e outras instituições, como o Banco de Brasília (BRB), e fundos de pensão, ninguém imaginava que, mesmo com o teto atual, alguém poderia causar um prejuízo de R$ 50 bilhões ao FGC.

“A aprovação do novo limite poderia ter colocado todo o sistema em colapso, pois deixaria o fundo sem margem de manobra para responder a qualquer outro problema no mercado financeiro”, alerta Bergo.

Para o professor, o limite de R$ 250 mil funcionou como uma barreira frente à agressividade do Master, que mesmo oferecendo taxas de retorno superiores à oferecida pelos concorrentes, enfrentava dificuldades para captar recursos justamente por não oferecer garantias a grandes investidores. 

Bergo estima que, caso a emenda do senador Ciro Nogueira fosse aprovada, o prejuízo causado pelo Master teria sido, no mínimo, R$ 15 bilhões superior ao registrado.

“Não tenho dúvidas de que, se a emenda fosse aprovada, o pessoal [do mercado] começaria a propagandear que os investimentos até R$ 1 milhão estariam seguros, garantidos, atraindo mais e maiores investimentos”, acrescentou Bergo.

Para ele, havia uma distorção na emenda parlamentar: o uso de recursos coletivos para proteger investidores de alta renda que, por definição, conhecem os riscos do mercado.

“A regra é que, quanto maior o risco, maior o retorno. E quem tem R$ 1 milhão para aplicar, conhece os riscos. Então, não há dúvidas de que, se aumentassem o limite para R$ 1 milhão, as pessoas iam meter o pé na jaca, ignorar os riscos e colocar seu dinheiro, esperando um bom retorno”, avalia.

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria do senador Ciro Nogueira, mas não recebeu nenhuma resposta às críticas dos especialistas, e está aberta a manifestações. 

Repúdio

Na quinta-feira, após policiais federais realizarem buscas e apreensões em endereços residenciais e comerciais associados ao parlamentar, seus advogados divulgaram nota em que afirmam que Nogueira contribuirá com a Justiça para esclarecer que não participou de qualquer atividade ilícita.

Ainda segundo a defesa, Nogueira repudiou “qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas”, destacando que “medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve.”

Viva Kids traz novos aprendizados e abre programação do Viva Monlevade

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Foi realizada nessa terça (5) e quarta-feira (6) a primeira edição do projeto Viva Kids, parte do calendário do Viva Monlevade. Cerca de 450 crianças de João Monlevade participaram do evento, que ocorreu na sede do Centro Educacional Pedacinho do Céu, no bairro Loanda. Além dos estudantes do Pedacinho, também foram incluídos os alunos da Escola Estadual Rúmia Maluf, no bairro Satélite. Foram dois dias de intensa programação, com várias iniciativas de inserção dos alunos a novos universos.

O Sicoob Credimepi apresentou o projeto “Financinhas”, introduzindo as crianças ao planejamento financeiro e ao controle de receitas e despesas em suas vidas. O Serviço Nacional do Transporte – Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest-Senat) explorou o tema do desenvolvimento emocional das crianças, abordando temas como empreendedorismo, controle da ansiedade e enfrentamento de frustrações. Já o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) apresentou as primeiras lições de empreendedorismo e as possibilidades ao se abrir o próprio negócio.

O projeto “Na Mochila” expôs aos estudantes as múltiplas aplicações da robótica, considerada uma das ciências que moldará o futuro da tecnologia, da inovação e da ciência. O Sebrae ainda apresentou um projeto sobre a Educação Empreendedora, para introduzir desde a infância o desejo e o ímpeto de ousadia e de superação de desafios na vida profissional.

O Viva Kids também proporcionou o contato com o projeto “Uma Mão Lava a Outra”, desenvolvido pelos acadêmicos da Faculdade de Engenharia (FaEnge) da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), que fabrica sabão caseiro a partir do óleo de cozinha usado em residências e estabelecimentos comerciais. Os estudantes visitaram a casa de estudos superiores no mês passado, e agora os universitários retribuíram a visita durante o Viva Kids. Ali, as crianças aprenderam sobre como a reutilização do óleo de cozinha contribui para a saúde pública, o saneamento básico e a preservação do meio ambiente.

Os alunos do Centro Educacional Pedacinho do Céu ainda expuseram seus trabalhos desenvolvidos nas disciplinas escolares. Um deles foi o “Cartas ao Prefeito”, no qual os alunos apresentaram suas propostas e anseios ao prefeito de João Monlevade, Laércio Ribeiro. Outro foi o “O Que Quero Ser Quando Crescer?”, que permitiu às crianças expressar suas aspirações para a vida profissional e conhecer empreendedores que já o executam no tempo presente. Ainda houve o projeto “Sonhos”, com desenhos que retratam os desejos dos estudantes para a sua vida adulta.

Léia Espíndola, diretora do Centro Educacional Pedacinho do Céu, conta que o projeto do Viva Kids surgiu a partir de uma visita a Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais, onde a comitiva monlevadense assistiu a uma ação do Hacktown voltada ao público infantil. No ano passado, foi realizado um projeto piloto, que atendeu a crianças da Escola Estadual João XXIII e do Centro Educacional Pedacinho do Céu.

Conforme destaca Léia Espíndola, “o Viva Kids é uma oportunidade de aprender de forma leve, prática e divertida, conectando conhecimento e experiência em atividades que estimulam novas ideias desde cedo”. O Viva Kids está integrado à programação do Viva Monlevade, projeto que movimenta a cidade em maio. Com um extenso calendário de atividades, o projeto traz inovação, desenvolvimento, cultura e artes para toda a comunidade monlevadense.

O Viva Monlevade é realizado pelo Comitê Permanente de Desenvolvimento Econômico e Social (CP10) da Acimon e pela Prefeitura de João Monlevade, com apresentação da ArcelorMittal e Sicoob Credimepi. O evento conta com apoio da Câmara Municipal, Fundação Casa de Cultura, Sebrae e Jornal A Notícia.

Financinhas: aprendendo a planejar

Entre as iniciativas desenvolvidas durante o projeto Viva Kids está o Financinhas, ofertado pelo Sicoob Credimepi. O programa apresentou às crianças as primeiras noções de educação financeira e controle sobre o próprio dinheiro. Através de uma história simples e de fácil compreensão, que fala sobre a compra de uma chaleira e de uma ida ao cinema, os pequenos aprenderam sobre a importância de poupar, de calcular os gastos e de planejar o futuro financeiro para contornar imprevistos e evitar dificuldades.

Os alunos receberam um cofre no tradicional formato de porquinho, o primeiro incentivo a juntarem dinheiro e terem a sua própria reserva. Eles também descobriram o quão importante é organizar e classificar previamente seus desejos e metas, para que as compras caibam no orçamento sem sobressaltos e sem sacrifícios posteriores.

A educação financeira ainda na infância gera um duplo fruto. Já agora, os estudantes podem transmitir aos seus pais e familiares as lições sobre como gerir as finanças da casa.

Para o futuro, elas próprias saberão manejar as próprias contas, evitando que se enrolem com dívidas, prestações e financiamentos. Aprender sobre o dinheiro, suas potencialidades e seus limites é uma etapa fundamental da educação e da formação da criança, preparando-a para enfrentar um dos mais sérios desafios da vida adulta.

 

Sebrae: aprendendo a empreender

Em uma proposta lúdica, criativa e cheia de significado, o Sebrae desenvolveu com as crianças o projeto “Super Álbum do Empreendedor”, despertando desde cedo o espírito empreendedor de forma leve, divertida e inspiradora. Por meio de uma dinâmica envolvente, os alunos embarcaram em uma verdadeira missão de super-heróis, descobrindo que, dentro de cada criança, existe um pequeno empreendedor capaz de sonhar, criar, acreditar e transformar o mundo ao seu redor.

Durante o projeto, foram trabalhadas habilidades essenciais para a formação humana e empreendedora, como a super curiosidade, o super foco, a super confiança, a coragem, a responsabilidade e a importância dos sonhos. Cada atividade incentivava as crianças a compreenderem que o empreendedorismo vai muito além de abrir um negócio: ele está ligado à iniciativa, à criatividade, ao compromisso e à capacidade de enfrentar desafios com determinação.

De maneira interativa e adaptada à faixa etária dos alunos, o álbum trouxe experiências práticas e divertidas, funcionando como um verdadeiro game educativo, no qual as crianças aprendiam brincando. A cada descoberta, elas se sentiam parte da “Liga dos Super Empreendedores”, fortalecendo valores importantes para a vida pessoal, escolar e futura trajetória profissional.

O projeto encantou os alunos ao mostrar que todos podem ser protagonistas da própria história e que atitudes como responsabilidade, dedicação e coragem fazem qualquer criança brilhar como um verdadeiro super-herói do empreendedorismo.

 

Sest-Senat: Desenvolvimento Emocional

O Serviço Nacional do Transporte – Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest-Senat) também participou do Viva Kids, explorando o desenvolvimento emocional das crianças. A instituição trabalhou com os alunos temas como empreendedorismo, controle da ansiedade e enfrentamento de frustrações, preparando-os não apenas para o futuro do trabalho, mas para os desafios cotidianos da vida.

Por meio de atividades interativas, o Sest-Senat mostrou às crianças que saber lidar com as próprias emoções é uma habilidade tão importante quanto qualquer conhecimento técnico ou acadêmico. A proposta foi conduzida de forma lúdica e acessível, permitindo que os alunos compreendessem, na prática, como identificar e administrar sentimentos como o nervosismo diante de situações novas e a frustração diante de obstáculos e resultados inesperados.

O empreendedorismo também foi trabalhado sob uma perspectiva de controle emocional, conectando o desejo de criar e inovar à necessidade de resiliência, determinação e autoconfiança. As crianças aprenderam que empreender vai além de ter uma boa ideia: exige coragem para tentar, maturidade para aceitar os erros e persistência para seguir em frente.

Uemg: transformando óleo em sabão

Os alunos também puderam conhecer o projeto “Uma Mão Lava a Outra”, desenvolvido pelos estudantes da Faculdade de Engenharia da Uemg. Esse projeto usa óleo de cozinha usado para fabricar sabão, transformando sujeira e poluição em limpeza e proteção ao meio ambiente.

Durante a exposição, os estudantes do 1º e do 3º ano descobriram que o óleo de cozinha usado precisa receber a destinação correta. Se for despejado na pia, ele contamina a água dos rios, tornando-as impróprias para consumo, além de aderir às paredes internas das tubulações de esgoto, formando uma rocha muito dura que entope os canos.

Fabrícia Souza, professora de Química na universidade monlevadense, explica que o sabão pode ser fabricado a partir de qualquer tipo de óleo de cozinha: soja, milho, canola, girassol ou banha. Esse líquido deve ser limpo, peneirado e armazenado em algum recipiente antes de ser deixado na unidade do bairro Santa Bárbara da Uemg. A cada dois litros de óleo deixado, o doador recebe um litro de sabão.

A seguir, os alunos puderam testemunhar a transformação do óleo velho e mau-cheiroso em um perfumado sabão azul. Os alunos Daniel Moreira e Vítor Hugo Araújo, do curso de Engenharia Mecânica, fizeram a receita diante das crianças: juntaram o óleo usado a soda cáustica, álcool combustível, corante e essências solúveis em óleo. Os pequenos se impressionaram e acorreram para comprovar como o produto era feito, testemunhando um processo que transforma poluição e sujeira em limpeza e bom perfume.

Projetos para o futuro

Os alunos do 5º ano realizaram uma emocionante exposição de arte com o tema “Eu: quem eu vou ser quando crescer?”, recebendo a visita dos pais e também de empresários da cidade. O projeto proporcionou às crianças uma experiência muito especial, pois antes da exposição elas tiveram a oportunidade de visitar comércios e empresas do município, conhecendo de perto a realidade do trabalho dos empresários, suas trajetórias, desafios e conquistas.Durante a exposição, os empresários estiveram presentes na escola para prestigiar os trabalhos desenvolvidos pelos alunos e vivenciar esse momento de aprendizado e inspiração. “Aproveitamos também para trabalhar com as crianças a importância da sucessão familiar. Alguns alunos, cujos pais são empresários, puderam visitar os negócios da própria família e experimentar, ainda que de forma educativa, a vivência desse trabalho”, explicou Léia Espíndola.Segundo ela, isso despertou reflexões sobre sonhos, responsabilidades, continuidade e futuro, incentivando cada criança a pensar sobre seus projetos de vida e sobre a possibilidade de dar continuidade ao legado construído por suas famílias. Foi um momento rico em aprendizado, conexão entre escola e comunidade, valorização do empreendedorismo e construção de sonhos para o futuro.

Viva Kids no Viva Monlevade

O Viva Kids se destaca como uma das ações mais especiais da programação do Viva Monlevade 2026, o grande movimento integrado que, durante o mês de maio, transforma João Monlevade em um palco plural de experiências nas áreas de cultura, educação, esporte, empreendedorismo e inclusão social. Inserido nesse contexto de cidade ativa e participativa, o projeto chega para celebrar a infância e reafirmar a educação como pilar fundamental do desenvolvimento local.

Realizado no Centro Educacional Pedacinho do Céu, instituição com 29 anos de tradição na cidade, o Viva Kids oferece trilhas educacionais pensadas especialmente para as crianças, em uma proposta lúdica e envolvente que une aprendizado e descoberta. A ação contempla também os estudantes da Escola Estadual Rúmia Maluf, promovendo um encontro significativo entre diferentes realidades educacionais da rede pública e privada.

Essa integração é, talvez, o traço mais marcante do projeto. Ao reunir instituições de diferentes naturezas em torno de um objetivo comum, o desenvolvimento integral das crianças, o Viva Kids traduz, na prática, o espírito que orienta todo o Viva Monlevade: a crença de que é pela colaboração entre a comunidade, as instituições e o poder público que uma cidade constrói o seu futuro. Como destacou a presidente do CP10, Elizete Vidal, o evento “conecta pessoas, ideias e territórios, mostrando, na prática, que viver a cidade é também construir o seu futuro”.Mais do que uma atividade pontual na programação, o Viva Kids representa um movimento de valorização da infância e do ambiente escolar, revelando uma João Monlevade vibrante, que celebra o aprendizado e investe nas suas crianças.

Iniciativas como essa fazem do Viva Monlevade muito mais do que um conjunto de eventos: é um convite para que a população vivencie a cidade em sua pluralidade, e o Viva Kids garante que as crianças também tenham o seu lugar nessa construção coletiva.

 

Preparação Jornalística: Encontro com João Vitor

 

Dentro de toda a programação do Projeto Viva Kids, um dos grandes marcos foi a iniciativa dos alunos do 4º ano da professora Wal. As crianças atuaram em diversos espaços do projeto, despertando nos participantes o interesse pelas notícias e pelo jornalismo.

A ideia de criar um jornal partiu dos próprios alunos, que demonstraram criatividade, protagonismo e muita curiosidade em aprender como funciona o universo da comunicação.

Foi assim que o jornalista João Vitor, do jornal Jornal A Notícia, visitou a instituição e ofereceu todo o suporte necessário para que esta edição fosse realizada com sucesso. A experiência proporcionou às crianças uma vivência enriquecedora, mostrando na prática a importância da informação, da escrita e da comunicação para a sociedade.

 

Próximas atrações do Viva Monlevade

Nos próximos dias, o Viva Monlevade terá outras atrações voltadas para o público infantil. Destaque para o dia 24 de maio, domingo, quando terá o “Viva na Pista: Corrida Maluca”, as já tradicionais brincadeiras com rolimã que fazem parte da programação do evento. Desta vez será em frente à Prefeitura, na rua Ricardo Leite. Haverá carrinhos de rolimã à disposição, carretinha, além de feira, recreação circense e show. Interessados em levar o próprio carrinho devem se inscrever acessando o Instagram @vivamonlevade.

Ainda como parte integrante da programação do Viva terá o Festival da Criança, no Colégio Cesp, a partir das 8h, nos dias 20, 21 e 22 de maio. Outras atrações que fazem parte dos Jogos Estudantis, foram incorporadas à semana de ações, como a Peteca Escolar, às 8h do dia 21, no Ginásio Li Guerra.

No dia 23 de maio, sábado, a partir das 8h, haverá o 2º Encontro de Artes Marciais na quadra do Colégio Cesp. Já o Centro Educacional vai sediar, também no dia 23, a partir das 8h, a Olimpíada Brasileira de Robótica – OBR Etapa Minas.